Saber quem somos e saber para onde vamos
Haverá alguma vez uma forma de sabermos quem somos? É um mistério paradoxal que o EU, a pessoa em cujo corpo efectivamente vivemos, permaneça um território desconhecido e, não raras vezes, assustador.
No entanto, a maioria de nós tem um sentido forte de identidade, de ser um indivíduo único pelo qual passa a chama da vida!
A identidade é uma ideia que se baseia na continuidade temporal das experiências da pessoa. Eu sinto que a pessoa que sou é a mesma que era há uns instantes.
- Ah, então deve haver essa entidade que sou eu! E quando penso nisso, tenho uma sensação que me diz que ‘eu’ existo.
Acredito que não existe identidade sem um sentido de propósito e missão, o que implica também uma série de valores essenciais e crenças profundas sobre si próprios, as suas capacidades e merecimento.
Uma história:
O Guerreiro perdido
O homem que caminhava penosamente naquele território desconhecido não sabia quem era e o que ali fazia. Recordava-se de ter sido atacado e agredido por um grupo de inimigos que o deixaram desfalecido, depois de o roubarem de tudo o que levava consigo: cavalo, alforge, armas, mantimentos.









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