Dando a volta aos Problemas

O que é para ti um problema?

Talvez possas concordar com alguma destas definições:

  • Algo que não te deixa sentir bem.
  • Algo que te impede de atingir o teu objectivo.
  • Dificuldade em estar presente no agora.

Basicamente, todas as pessoas querem sentir-se bem e estão permanentemente insatisfeitas com o seu estado actual e em constante busca do estado desejado. Quando surge um problema, esse estado desejado fica mais longe!

De acordo com a PNL, o problema está sempre na nossa mente; fora dela há circunstâncias. Bem entendido que as circunstâncias podem ser difíceis, ‘problemáticas’, mas a dimensão emocional que nos perturba e diminui o nosso poder está dentro e não fora de nós.

“Só resolvemos os problemas criados pelo Ego quando percebemos que ‘nós’ somos o problema”. Genpo Merzel
Então, se tenho um problema, devo assumir que a culpa é minha?
Não, de forma nenhuma! Isso seria mais uma vez o Ego a manifestar-se: não se trata de culpa, trata-se de assumir a responsabilidade completa por encontrar a solução. E trata-se de abandonar a identificação que fazemos entre nós e a história do problema.

Se a situação te entristece, vive essa emoção! Até a raiva é legítima desde que deixes o drama para trás.
O que nos tira o poder é a identificação com os problemas, as suas histórias, os seus dramas.
Ao perceberes que o problema é uma construção mental (assim se entende a ideia de que ‘nós somos o problema’) ganhas novamente o poder. Antes, andavas às voltas como vítima; agora, tornas-te mestre da situação.
Se a ideia de seres o teu problema te incomoda (uma questão linguística importante como salientamos na PNL) convido-te a acolher a ideia de seres ‘dono do problema’. Na verdade, problema é somente a distância entre ti e o teu estado desejado quando esta é percebida como dificilmente ultrapassável!
Ser dono do problema significa que vais escolher a melhor estratégia para vencer essa distância (que muitas vezes só é grande devido a um erro de perspectiva).
O importante é não ficarmos presos à narrativa das nossas identificações e dos nossos dramas. Por cada crise, há um campo infinito de possibilidades que se abre.

Não precisamos de conserto!Há uma classe especial de problema que se revela na relação que temos connosco mesmos.

Considera as seguintes frases.

“Tenho de vencer os meus defeitos…”

“Os meus defeitos não me deixam avançar…”

Estas afirmações são-te familiares porque as ouves ou porventura as usas?

Repara nas metáforas envolvidas:

  1. Há uma guerra com essa ‘entidade’ constituída pelos meus supostos defeitos. 
  2. Os ditos defeitos são uma barreira no meu caminho.

Com certeza que:

  1. As batalhas requerem muita energia havendo sempre o risco de serem perdidas.
  2. Há barreiras muito grandes e inultrapassáveis.

E se abordássemos os ‘defeitos’ de outra maneira, empregando outras estratégias para conseguir os resultados que eles nos têm ‘impedido’ de conseguir?

Podes partir de alguns dos seguintes pressupostos da PNL:

O mapa não é o território. As pessoas reagem ao seu próprio mapa e as palavras que empregam não são a realidade que descrevem. Aplicando: os defeitos não têm existência real e não passam de uma simplificação abusiva ou uma interpretação distorcida de dificuldades na forma como lidamos com a realidade.

Não existem pessoas sem recursos, apenas estados sem recursos. Ninguém É errado ou É limitado. Ninguém é ‘defeituoso’.

O comportamento é transformável e o comportamento actual é a melhor escolha que se tem no momento. Como posso mudar as minhas escolhas e transformar este comportamento que me desagrada?

Todo comportamento é útil em algum contexto. Onde / quando / como aprendi a reagir dessa maneira?  Qual é a história do meu defeito? Estou agarrado a ela?

Não existe fracasso, apenas informação (feedback/aprendizagem). Utilizemos tudo que acontecer para aprender, crescer e avançar. Que informação útil posso reter deste comportamento ou limitação e passar à frente?

Reenquadremos

Reenquadrar significa ver de outra maneira, por outro ângulo ou com outra moldura. Queres considerar hipótese do teu ‘defeito’ ter um significado positivo. Qual seria? Ou um propósito útil? Em que contexto esse defeito é afinal uma competência?

E, quanto à definição de problema, consideremos esta versão mais ligada ao campo das possibilidades e soluções:
Um Problema é um Desafio à espera de ser respondido.

Nota sobre PNL:
Eu uso a Programação Neuro Linguística como base das minhas actividades de formação e coaching.

A PNL é uma abordagem prática ao estudo da mente na perspectiva da excelência humana. 

Como nos podemos sentir bem, com acesso a todos os nossos recursos, resolvendo padrões ineficazes do passado e atingindo os nossos objectivos mais importantes.

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