Duas pedras no caminho da mudança

Remover as pedras no caminho da mudança

Mudei de casa recentemente. Com esta, já são mais de uma dezena de vezes na minha vida de adulto. Suponho que me qualifico como experiente nestas andanças.

Conheces certamente o sentimento de perda do espaço que tão bem se conhece em contraste com a expectativa de ganho futuro na casa que se vai habitar.
Talvez já tenhas sentido a mesma confusão que eu tive: a maior dificuldade é abandonar objectos, coisas e móveis que já não nos servem ou simplesmente não cabem na nova morada.
Mudar de casa é uma mudança externa que convida a uma actualização interior.
Numa transformação que faça sentido é preciso libertar espaço para aquilo que há-de vir. É preciso criar vazios por onde passem coisas, na mudança de casa, e fluam ideias, crenças, valores, padrões mentais, na mudança interior.

Estes são dois grandes obstáculos para a mudança (supondo que ela já foi aceite e é desejada):

  1. Não saber o que se quer, sem uma perspectiva realista dos resultados que queremos obter depois da mudança efectuada.
  2. Querer conservar coisas que já não cabem no espaço para onde vamos e não fazem sentido para a pessoa que estamos em vias de ser.

A minha sugestão de hoje é que te foques nestes dois tópicos:

  • Cria uma experiência sensorial rica e atraente daquilo que vais conseguir para que a mudança te motive.
  • Liberta-te com gosto (e com gozo e celebração) do que está a mais na tua vida para que o novo tenha espaço e energia para se instalar, florescer e frutificar!

O RESULTADO PARA LÁ DO RESULTADO

A vida é feita de mudança, nada fica igual e a arte viver passa muito por nos reconciliarmos com a impermanência das coisas.
Se tudo se transforma, como podemos direccionar os processos de mudança e aproveitar para crescer, atingir objectivos gratificantes e manifestar o nosso potencial?
Em primeiro lugar há que saber para onde queremos ir. Não basta estarmos fartos de algo ou querermos rejeitar alguma coisa, algum estado ou situação.
Nem sempre saberemos qual é o nosso destino final e, como sugeria Agostinho da Silva, é importante que os nossos planos acerca da vida não prejudiquem os planos que a vida tem para nós.
Aproveitar os planos da vida, no meu entender, significa estar prontos para aproveitar as oportunidades quando elas surgirem, como um navio que está pronto para içar as velas assim que se levanta o vento.

Diferente do comandante do navio que só se preocupa em chegar ao próximo porto de destino, nós sentimo-nos melhor quando temos um plano de viagem a longo prazo e nos focamos nos resultados que queremos obter. E nos resultados ainda mais importantes que são a consequências destes.
Um exemplo:
A Marta tem problemas de timidez social. E diz que quer deixar de tremer todas as vezes que encontra pessoas novas e de enervar-se sempre que precisa de falar em púbico.
Sendo um objectivo respeitável, ainda assim, Marta não está a exprimir o que quer obter, o que quer ser, em que pessoa se quer tornar depois de deixar de ter os sintomas de que se queixa.
Pergunta-te: Depois de deixar de ter o que não quero, o que acontece? O que quero realmente que é mais importante?

A IMPORTÂNCIA DE ESVAZIAR

O saber não ocupa lugar. As crenças rígidas sim.
A sabedoria é flexível e sempre disposta à revisão, ao contrário dos preconceitos e ideias fixas acerca do que somos e valemos, das nossas capacidades e da nossa relação com os outros.

As crianças nascem sem crenças, convicções ou noção sobre o que é importante, motivador e as pode orientar na sua vida. Elas aprendem tudo isto com pais, professores e outras figuras de autoridade e com as interpretações que, inconscientemente, vão fazendo sobre as situações em que estão envolvidas.

Aquilo que fez sentido para ti (como recear a exposição em público, para evitar vergonha e embaraço) provavelmente já não te é útil e precisa de ser revisto. Ou devolvido ao teu passado e às pessoas que te convenceram da bondade dessas ideias.
Como seria se pudéssemos rever periodicamente todas as nossas crenças, valores convicções (aquilo que dá consistência ao que somos e comovemos o mundo que nos rodeia)?
Talvez arrumássemos muitas ideias num arquivo de coisas velhas e inúteis e o seu vazio permitisse que outras crescessem no jardim da criação da nossa mente, regadas com a força do nosso espírito, enraizadas no terreno fértil do nosso potencial.

No exemplo acima, Marta precisa de encontrar quais as crenças, decisões e atitudes que a estão a limitar, revê-las e transmutá-las em novas fundações para o desenvolvimento da pessoa mais completa e feliz que ela quer ser.

Algumas perguntas importantes para os tempos de mudança:

  1. O que está, neste momento presente, a correr bem na minha vida?
  2. Qual a Mudança que teria o maior impacto na minha vida, se eu a criasse hoje?
  3. Qual a coisa que teria o maior impacto na minha vida se eu a finalizasse/parasse hoje?
  4. Podendo eu ter a ajuda de um Mentor ou Guardião para a Jornada de Mudança, que conselho me daria essa pessoa sábia e amorosa para integrar já na minha vida de hoje?
  5. Se eu fosse hoje um pouco mais amável para comigo, o que mudaria?
  6. Se já fosse a pessoa que quero ser, o que faria diferente?

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