O seu comportamento manda em si?

O seu comportamento manda em si?
É tempo de mudar! A PNL dá-lhe uma ajuda.

As pessoas são muito interessantes. Aparentemente, decidem fazer o que fazem e julgam acreditar em coisas reais.

Mas a verdade é que frequentemente sofrem porque os seus comportamentos já não as gratificam. Ou talvez os seus comportamentos lhes deem prazer imediato, mas as obriguem a pagar um preço elevado, mantendo a insatisfação a um nível mais profundo.

Porque não somos então capazes simplesmente de adoptar comportamentos adequados às nossas aspirações e ao nosso potencial de desenvolvimento?

Naturalmente, é preciso dispor de novas competências para desenvolver novas estratégias. Sendo assim, porque não aprendemos simplesmente novas capacidades ou habilidades?
A resposta reside na deficiência das crenças e convicções que interferem no processo.

 Os comportamentos têm a tendência de se agrupar em padrões. Então dizemos, “este padrão não me convém” ou” lá estou eu a fazer o mesmo…”

Os padrões de comportamento têm um objectivo útil:  Dão uma resposta que é a ‘melhor’ dentro da complexidade da situação que vivemos, dentro da forma como vemos o mundo, e considerando os desafios percebidos e os recursos disponíveis.

Se não tivéssemos padrões, a nossa vida seria muito cansativa. Cada coisa que fizéssemos seria nova e teríamos de lhe dar toda a nossa atenção. Portanto o problema não são os padrões, é a sua qualidade.

Os comportamentos e os seus padrões mudam com a utilização de novas competências, uma nova visão do mundo exterior e dos seus desafios e novas crenças.

Como posso então mudar as crenças que me impedem de mudar os padrões de comportamento? (Nota: o pensamento e a linguagem são formas de comportamento)

Vamos primeiro perceber como aparecem as crenças. Elas são formadas como reacção e adaptação aos estímulos externos. Nós acreditamos em algo porque isso dá maior sentido às nossas experiências. O problema reside em que, a certa altura, as crenças deixam de ser confirmadas ou alteradas pela realidade, mas passam a condicionar a forma como a realidade é percebida e os mapas mentais são produzidos.
Isto é: as nossas crenças criam a nossa interpretação da realidade. Por isso há quem diga que criamos o nosso mundo.

Como ‘tratar’ e transformar crenças que nos impedem de mudar e crescer?

Será possível destruir simplesmente uma crença limitadora? Isso não é possível, da mesma forma que não podemos esquecer algo por decisão mental. A nossa neurologia não o permite. Uma des-aprendizagem pressupõe sempre uma aprendizagem alternativa.

 Não podemos simplesmente remover uma crença mas podemos transformá-la numa convicção alternativa que nos permita escolhas mais positivas.

Desafio: pense num comportamento que gostaria de alterar. Interrogue-se: o que me impede de o fazer?

Encontre a convicção mais importante que limita as suas possibilidades de escolha. Acha que já nasceu com esta crença? Certamente que não, pelo que a deverá ter aprendido. Provavelmente não a aprendeu de uma vez só mas será capaz de identificar na sua memória uma ocasião emocionalmente significativa em que alguém, talvez um parente próximo, professor ou outra pessoa com autoridade lhe ensinou a acreditar nisso que agora o limita.

Vamos exemplificar. Carla gostava de dançar mas acha que não consegue. Evita ir a discotecas, não acompanha amigas em festas em que receia vir a ser desafiada para dançar. A crença problemática de Carla não é ‘eu não gosto de dançar’ porque ela até sabe que gostava, se vencesse a timidez. Carla olha para o seu passado e descobre que associa dançar a um grande incómodo ligado à exposição pública e recorda-se da mãe lhe ter dito que era uma desajeitada e que devia ter cuidado com as ‘palhaçadas’ que dava em público. De facto, a jovem Carla era exuberante e divertia-se com o que a mãe classificava de ‘palhaçadas’.

A crença limitadora de Carla podia ser resumida em ‘ tenho medo de ser vista como uma desajeitada’.

Pode então reconhecer que essa crença, antes de ser sua, era dessa outra pessoa. Sabe que as crenças também têm prazo de validade? E que é você que decide? Era mãe de Carla que tinha medo que a filha fosse desajeitada, de acordo com os critérios que ela própria tinha definido. E isso tinha acontecido há muitos anos!

Pense agora numa crença alternativa que poderia adoptar em vez da antiga.

Carla pensou que a alternativa a ‘ser desajeitada’ era que gostava de se divertir com exuberância. E gostava de acreditar que ‘eu tenho prazer em dançar e sou divertida’.

Imagine que planta essa crença num terreno muito fértil dentro do seu inconsciente.

Mentalmente, viaje no seu tempo interior e encare as pessoas que lhe ensinaram a sua crença limitadora. (Se não as identifica, veja abaixo a sugestão ‘Museu das crenças inúteis’.)

 Visualize-se a entregar a crença velha, limitadora, de volta a essa identidade (pais, professores, etc). Diga: já não preciso disto, venho devolver o que não é meu.

Agradeça a essa identidade que certamente teve uma intenção positiva. A mãe de Carla queria evitar o sofrimento que imaginava que a filha iria sentir.

Vá ao terreno fértil onde plantou a sua nova crença e veja como ela cresceu e se desenvolveu. Se o não fez antes, crie agora uma imagem excitante e atraente dessa nova crença.

Imagine agora como a nova crença lhe vai permitir resultados gratificantes. Experimente essa satisfação, como se estivesse já a acontecer. Diga para si mesmo, estou cada vez mais pronto a acreditar que… (crença alternativa). No exemplo da Carla: estou cada vez mais pronta a acreditar que tenho prazer em dançar e mostrar a minha criatividade. Crie uma imagem entusiasmante de si próprio a agir de acordo com a nova crença. Repita este exercício para diversas ocasiões diferentes no futuro.

Carla decidiu experimentar. Sabia que ia sentir um aperto na barriga na primeira vez que o fizesse e imaginou o intenso prazer que se iria seguir a este momento. Parabéns Carla.

Museu das Crenças Inúteis

Se não identifica as entidades que lhe ensinaram a sua crença limitadora, imagine que deposita a crença no Museu das Crenças Inúteis. Para este efeito, crie uma imagem da crença, como se fosse um símbolo ou um objecto. Embrulhe mentalmente essa imagem como faria a uma encomenda. Envie-a ou imagine-se a transportá-la para o Museu. Siga o resto das sugestões do artigo.

Importante: diga a outras pessoas que vai mudar o seu comportamento. Melhor ainda, diga que já o mudou porque as suas crenças assim o permitem. Desta forma vai reforçar o quadro positivo da sua mudança.

Venha experimentar mudar a sua vida num dos workshops que agendamos periodicamente.
Ou, para um investimento de fundo na sua transformação profunda e na aprendizagem da PNL, participe no curso de Practitioner de PNL que eu oriento

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